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terça-feira, 30 de junho de 2009

NEOLOGISMOS

Dos meus passatempos preferidos certamente criar neologismos é o mais bala.
Já postei em um Mulatas da edição antiga termos como: muluscas (que depois ficou mais conhecido como 'vergonha alheia') ou esgrúlio (vontade de bater em criança chata quando os pais não fazem nada).

Agora estou numa fase mais profissional e crio expressões.

A mais atual é a "mastigar a própria pleura". Que é usada quando alguém tem que assumir que falou uma coisa errada:

- Puta merda, e o jogo amanhã? A gente ganha?
- Nem falo nada, da última vez eu acabei mastigando a própria pleura.

Outra bem interessante é "botar os peixes a nadar no leite":

- Bah, e a tua filha, hein? De novo com o Marcos?
- Pois é, meu nobre amigo, temo ter que botar os peixes a nadar no leite...

O bom das novas expressões é que não há necessidade alguma de elucidá-las. Algumas falam por si só, outras nem tanto. Esses dias acordei no meio da noite e criei a "enfeitar os legumes":

- Isso é bem do feitio daquela vaca da Vanessa!
- Eu te falei, agora depois disso tudo de nada adianta enfeitar os legumes...

Outra que tenho especial carinho e criei há alguns anos, é "empoeirar o saca-rolhas":

- HAHAHAHAHAHA, que prova fácil!!!!
- Te falei que era só empoeirar o saca rolhas e "flopt" (nesse momento quem fala a expressão segura um punho fechado com a outra mão e abre os braços de maneira muito rápida fazendo a onomatopéia "flopt" com a boca.)

O bom neologista cria provérbios, afinal, se existem, é porque foram criados. E enquanto eu não conheço nenhum criador de provérbios, prefiro ser eu o primeiro a conhecer, a me apresentar e a seguir. Dos provérbios que recentemente criei - pois comecei a criá-los há pouco tempo - cito:

"Quem com ouro abre caminho, pela porta passa até com carinho"
"Uma mulher no quarto vale mais do que dois travestis na grelha"
"Sem urubu na floresta, nada ao norte tira la siesta"

Usem, abusem! Mas não esqueçam de me citar, pois pretendo ser um neologista rico, pois afinal de contas, nem de só de péssimo alvitre corroboram-se as lápides.

domingo, 28 de junho de 2009

NEOLIBERALISMOS

"Nunca houve neoliberalismo no Brasil. Isso é uma boçalidade inventada pelo PT, com o apoio de setores da imprensa que não abriam um livro havia uns 40 anos, para satanizar o governo FHC. Ou, então, o neoliberalismo à moda tucana era mais uma das grandezas nativas, como jabuticaba, pororoca e a Escrava Isaura. Neoliberalismo que aumenta, em vez de diminuir, a assistência social do Estado realmente seria coisa única. Neoliberalismo com câmbio fixo, como tínhamos, era a quadratura do círculo das “forças de mercado”; neoliberalismo com quebra de patentes de remédio, então, clama aos céus por reconhecimento… Nunca tinha havido outro no mundo. A privatização de meia-dúzia de estatais e reformas que serviram para deixar o estado um pouquinho menos retrógrado não podem, claro, ser chamadas de “neoliberais”.

E, aqui, é preciso ajustar os termos para esclarecer, então, de vez, o meu neologismo. O “neoliberalismo”, segundo as lentes da esquerda, pregaria exatamente o quê? O Estado mínimo, com a privatização máxima de estatais e desregulação da economia, de sorte que diminuiria drasticamente o papel do estado como árbitro de conflitos e demandas. No máximo, seria um mediador. E olhem lá. Peguemos um exemplo: em vez da CLT, com todas as suas exigências (algumas seriam consideradas bizarrices em qualquer país civilizado), empregado e patrão estabeleceriam a negociação direta. No máximo, haveria a intermediação do sindicato. Quando foi que Isso existiu? A Receita que está aí, arrecadando adoidado para Lula (um pouco menos na crise, mais ainda muito), é obra do governo… FHC! Quem estruturou essa máquina — eficiente, sem dúvida — foi Everardo Maciel. Em nome do “neoliberalismo”? Ora…

FHC, claro, jamais ousou atacar a fiscalização do estado. Aliás, não consta que Ronald Reagan ou Margaret Thatcher o tenham feito. E olhem que esses dois, com efeito, foram “liberais” — “neoliberalismo”, reitero, é linguagem militante, aqui ou lá fora. É por isso que Lula é um “neoneoliberal”: esse ódio ao estado fiscalizador é mais uma contribuição sua à ciência política."


Tirado daqui.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Coisas demais

Michael Jackson morreu.

Farrah Fawcett morreu.

A mulher do pedreiro do sítio morreu.

Um empresário da cidade de Luís Eduardo Magalhães morreu.


Pelo menos,
Elvis não morreu.

Sabe qual foi a primeira coisa que o Michael Jackson perguntou quando chegou no céu?

- Onde está o MENINO Jesus?

terça-feira, 23 de junho de 2009

DESCOBRI, DESCOBRI!!!

No nordeste, como em Pernambuco, o pé-de-moleque é um bolo que faz parte da culinária junina. Ele é feito de massa de mandioca acerscido de outros ingredientes como café, castanha, cravo, erva-doce entre outros.

fonte: Sarandi

Pé-de-Moleque


Eu sempre achei que pé-de-moleque fosse assim!


Mas vi hoje numa propaganda de festas juninas que na realidade pé-de-moleque é assim!

Afinal, qual é o verdadeiro?